A Xavabanda

A história da Xavabanda começa quando alguns amigos, torcedores do G. E. Brasil, reunidos em um churrasco no mês de Outubro de 2007, discutem o carnaval de Pelotas, falando sobre as escolas de samba, bandas, blocos burlescos e a alegria contagiante dos foliões pelotenses.

Muitos “picadinhos” depois e várias cervejas apreciadas, eis que surge a idéia de levarem à passarela do samba, uma entidade carnavalesca que representasse a torcida Xavante, tão empolgada nas arquibancadas que certamente fariam bonito em um desfile momesco.

Assim, marcam para o mês de Novembro de 2007, mais precisamente no dia 10, uma reunião com o intuito de discutirem a idéia surgida naquele churrasco. Não discutiu-se nada. Simplesmente, os senhores Fagner, Fernando (Patê), Newton (Kito), Igor (Batatinha), Roberto Luis (Robertinho), Luciano, Luis Otávio, Janaína e Patrícia, bateram o martelo e fundaram a tão sonhada entidade carnavalesca que representaria no carnaval pelotense, a mais fiel e mais apaixonada torcida de futebol do Estado do Rio Grande do Sul.

Bom, para falar a verdade houve discussão sim. Até chegarem a um consenso quanto ao no-me, o bicho pegou: Banda Xavante, Banda Brasil, Banda Tribo… E nada. Até que surge um nome que agradou a todos: XAVABANDA.

Não deu outra: no dia 10 de Novembro de 2007, é fundada e enormemente festejada, a banda carnavalesca denominada de Grêmio Recreativo, Cultural e Carnavalesco Xavabanda

Passada a primeira semana, começaram a organização da papelada: estatuto social, ata de fundação, nominata de diretoria… E novos amigos foram convidados a participarem da Xavabanda: Celso, Michele, Rogério, Cláudia, Léo, Rafael, Débora, Josimar, Flavinho, Marcio Gardenal, Marcos Índio, Keli, Markinhos, Rogerinho, Adilson, Cacão, Manoel, Gérson, Fábio Marreco, Luciana, Graciele… Muita gente, mas todos com um interesse em comum: fazer a Xavabanda chegar e ficar.

E chegaram as festas natalina e de ano-novo e a poeira baixou um pouco. Óbvio que essa galera toda achou uma maneira de confraternizarem juntos também. E decidiram que com a chegada do período de ensaios e, logo após, o desfile do carnaval, a diretoria se reuniria somente a partir de Março de 2008, para daí sim, prepararem tudo rumo ao desfile do carnaval de 2009, onde a Xavabanda debutaria.

E não foi fácil… Muito trabalho, uma constante falta de recursos e uma luta intensa para mandar confeccionar as camisas para o primeiro desfile. E ainda faltava a bateria. Já era sabido que não se conseguiria comprar os instrumentos, vez que o custo era muito alto. Mas, em contra partida, conseguiram recursos suficiente para encomendarem as camisas. E foi uma loucura. Foram vendidas 1.000 unidades e muita gente não conseguiu comprar.

E chegou o dia do desfile. E choveu. E não houve carnaval.

E postergou-se para um novo dia. E choveu. E não houve desfile, de novo.

E numa certa quinta-feira, depois de muita chuva durante o dia, ficou definido: a Xavabanda desfilaria de qualquer maneira. E não é que quase deu “zebra”? Faltando aproximadamente uma hora para o desfile, os instrumentos alugados pela Xavabanda, junto a uma outra entidade, não foram liberados, pois poderiam molhar e atrapalhar o desfile da referida entidade, que ocorreria no outro dia. Sufoco!!!

Mas com uma diretoria “arretada”, diversos contatos foram mantidos e num ato de grande consideração, a diretoria da Escola de Samba Mirim Princesa Izabel cedeu todos os seus instrumentos para que a Xavabanda fosse à passarela. Aliás, a Princesa Izabel apadrinhou a Xavabanda logo após sua fundação.

E foi um sucesso. Numa noite molhada e fria, mais de 1.000 foliões desfilaram, com outros milhares nas arquibancadas assistindo a passagem de um mar vermelho e preto na passarela, formado por uma nação apaixonada, num espetáculo único, já que somente a Xavabanda aceitou desfilar naquela noite.

E foi assim… Incansáveis, persistentes, guerreiros e apaixonados diretores e colaboradores da Xavabanda alimentaram um sonho, o realizaram e hoje representam milhares de torcedores Xavantes no carnaval de Pelotas. Como diz seu samba oficial:

“O sonho se tornou realidade,
da amizade deu-se a nossa criação,
uma nação formando um mar na passarela,
vermelho e preto são as cores da paixão”

Mas o tempo passou e o sucesso da banda transbordou. A passarela de Pelotas não foi palco suficiente para a Banda. Aos poucos, novos palcos e novos apaixonados foram sendo conquistados. Pedro Osório, Porto Alegre, Canguçu, São Lourenço, Jaguarão, Cruz Alta, Cerrito Alegre, Rio Grande, conheceram de perto o balanço da super shock, bateria da Xavabanda.
O que faltava? Ainda havia mais a conquistar? Sim. Romper as fronteiras do Estado e ser a primeira entidade carnavalesca de Pelotas a se apresentar no berço do samba foi um salto gigantesco na história da banda. O Rio de Janeiro a recebeu, sob as bençãos do Redentor, milhares de pessoas abriram os braços e se acabaram com o samba gaúcho representado duas vezes, pela orla de Copacabana – a princesinha do mar. O orla da praia mais famosa do Brasil “rubro-negrou” com o nosso vermelho e preto em um dos capítulos mais marcantes da nossa existência.


“Ritmo forte que a todos contagia”

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